Representação, deriva e adoecimento: espaço urbano e anamorfose expressionista em dois romances da literatura brasileira

Marcus Rogerio Salgado

Resumo


O presente artigo propõe um estudo comparativo entre duas obras da literatura brasileira produzidas em 1940 e 1954 — Inácio (Lúcio Cardoso) e Noite (Érico Veríssimo) — a partir do uso comum de estratégias estéticas expressionistas e de uma tematização do ato de deambular pelo espaço urbano, ligado diretamente ao adoecimento e à exclusão, configurando, assim, um quadro de relações entre forma literária, subjetividade e processo social.


Palavras-chave


literatura e espaço urbano; expressionismo; modernismo brasileiro.

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DOI: https://doi.org/10.37508/rcl.2019.n42a317

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