Revendo a cidade pelos olhos das crianças: “O passeio”, de João Carrascoza

Pascoal Farinaccio

Resumo


Este artigo propõe a análise crítica do conto “O passeio”, que integra o livro Aquela água toda (2018), de João Carrascoza, buscando destacar a relação que as personagens infantis estabelecem com o espaço urbano — uma relação decisivamente marcada pela capacidade de rever a cidade com disposição afetiva e imaginação. Para tanto, busca-se apoio teórico nas reflexões do filósofo James Hillman em torno da importância psicológica dos lugares e da necessidade da criação permanente de novas percepções para que se mantenha viva a alma da cidade. Por fim, faz-se um breve contraponto com o texto “São Paulo”, de Marcílio Castro, procurando vincular a lição perceptiva das crianças à observação adulta.


Palavras-chave


João Anzanello Carrascoza; conto brasileiro contemporâneo; cidade e alma.

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Referências


ANDRADE, Oswald de. Pau-Brasil. 5. ed. São Paulo: Globo, 1991.

CARRASCOZA, João Anzanello. O Passeio. In: _____. Aquela água toda. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018.

CASTRO, Marcílio França. São Paulo. In: ______. Breve cartografia de lugares sem nenhum interesse. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2011.

HILLMAN, James. Città e anima. In: _____. Politica della bellezza: a cura di Francesco Donfrancesco. Traduzione: Paola Donfrancesco. Bergamo: Moretti & Vitali, 1999.

______. L’Anima dei luoghi: conversazione con Carlo Truppi. Milano: Rizzoli, 2004.

______. Anima mundi: o retorno da alma ao mundo. In: O pensamento do coração e a alma do mundo. Tradução: Gustavo Barcellos. Campinas: Verus, 2010.

KAST, Verena. A alma precisa de tempo. Tradução: Markus A. Heidiger. Petrópolis: Vozes, 2016.


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ISSN: 2316-6134

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