Dos destroços da paisagem: a cidade em dois poetas brasileiros da década de 1960

Fadul Moura

Resumo


O presente trabalho é organizado em dois movimentos que ocorrem de modo paralelo: no primeiro, procura-se a analisar a cidade em dois poetas brasileiros, Luiz Bacellar e Francisco Alvim, pelo viés da ideia de paisagem, de Collot (2013); em seguida, objetiva-se trazer para discussão o fato de que o modo como eles tratam as paisagens urbanas coloca em evidência o topos da crise (SISCAR, 2010) na poesia dos anos 1960. Desse modo, ocorre não só a recuperação de livros ou nomes que se encontram à margem da crítica e da historiografia literárias, mas que também expõem a diferença na poesia brasileira.


Palavras-chave


Poesia brasileira; paisagem; crise; Luiz Bacellar; Francisco Alvim.

Texto completo:

PDF

Referências


ALVIM, Francisco. Sol dos cegos. Rio de Janeiro: Olímpica, 1968.

BACELLAR, Luiz. Frauta de barro. 9. ed. Manaus: Valer, 2011.

BENJAMIN, Walter. Origem do drama trágico alemão. Tradução: João Barrento. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

COLLOT, Michel. Poética e filosofia da paisagem. Coordenação de Tradução: Ida Alves. Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2013.

______. A matéria-emoção. Tradução: Patricia Souza Silva. Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2018.

FINAZZI-AGRÒ, Ettore. O “tempo preocupado” para uma leitura genealógica das figuras literárias. In: MOREIRA, Maria Eunice (Org.). Histórias da literatura: teorias e perspectivas. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2010.

KRÜGER, Marcos Frederico. A sensibilidade dos punhais. Manaus: Muiraquitã, 2011.

LEÃO, Allison. Reedição, repetição e diferença em Frauta de barro. In: MOURA, Fadul; SERAFIM, Yasmin; OLIVEIRA, Rita Barbosa de. (Orgs.). Amazônia em perspectiva: cultura, poesia, arte. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2017.

MATOS, Olgária Chain Féres. A cidade e o tempo: algumas reflexões sobre a função social das lembranças, Revista Espaço & Debates, n. 7, p. 45-52, out./dez. 1982.

MENEZES, Lu. Francisco Alvim. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013.

MERQUIOR, José Guilherme. A astúcia da mímese: ensaios sobre lírica. Editora José Olympio: Rio de Janeiro, 1972.

MOURA, Fadul. Espaços de gravidade flutuante: da vertigem em três estações movediças em Frauta de barro, Faces da História, [s.l.], v. 5, n. 2, p. 7-30, dez. 2018. ISSN 2358-3878. Disponível em: http://seer.assis.unesp.br/index.php/facesdahistoria/article/view/1107. Acesso em: 3 jan. 2019.

NATALI, Marcos Piason. A política da nostalgia: um estudo das formas do passado. São Paulo: Nankin, 2006.

OTTE, Georg. Mostrar e dizer: o fragmento em Passagens, de Walter Benjamin. In: SOUZA, Eneida Maria de; MARQUES, Reinaldo (Orgs.). Modernidades alternativas na América Latina. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.

PAZ, Octavio. Os filhos do barro: do Romantismo à vanguarda. Tradução: Ari Roitman e Paulina Wacht. São Paulo: Cosac Naify, 2013.

PEDROSA, Celia. Poéticas do olhar na contemporaneidade. In: ______. Ensaios sobre poesia e contemporaneidade. Niterói: Editora da UFF, 2011.

RANCIÈRE, Jacques. Políticas da escrita. São Paulo: Editora 34, 1995.

RICOEUR, Paul. A história, a memória, o esquecimento. Tradução: Alain François. Campinas: Editora Unicamp, 2007.

SISCAR, Marcos. Poesia e crise: ensaios sobre a “crise da poesia” como topos da modernidade. Campinas: Editora Unicamp, 2010.

SPITZER, Leo. Linguística e história literária. 2. ed. Madrid: Gredos, 1961.

VECCHI, Roberto. Do histórico no fragmento do pós-trágico: quando o poema leva a sério a piada. In: FINAZZI-AGRÒ, Ettore; VECCHI, Roberto; AMOROSO, Maria Betânia. Travessias do pós-trágico: os dilemas de uma leitura do Brasil. São Paulo: Unimarco, 2006.

______. Postscriptum: o espaço no tempo do abandono. In: RAVETTI, Graciela; CURY, Maria Zilda; ÁVILLA, Myrian (Orgs.). Topografias da cultura: representação, espaço e memória. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.



ISSN: 2316-6134

A Convergência Lusíada é uma revista do Centro de Estudos do


Licença Creative Commons
A Revista Convergência Lusíada utiliza uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.