A memória da catástrofe e o testemunho romântico na “fábula trágica” O senhor do Paço de Ninães, de Camilo Castelo Branco

Luci Ruas

Resumo


Em 1867, Camilo Castelo Branco publica o romance O senhor do Paço de Ninães. Tendo a casa como corpo de escrita e lugar de partida e retorno, ou da memória, em que circulam os fantasmas da História, seja a pública, onde os vestígios da memória pátria se dão a ver, seja a história privada, onde habita a sombra da família que lá viveu, nele verifica-se uma perspectiva de leitura em que os desastres que atingiram Portugal no século XVI são relidos e reescritos, não com o que se presenciou, porque não é possível, mas considerando os rastros deixados pelo que se arruinou.


Palavras-chave


Camilo Castelo Branco; romance do século XIX; literatura portuguesa; literatura e História.

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ISSN: 2316-6134

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