A ficção amorosa entre Florbela Espanca e António Guimarães (1920-1925)

Michelle Vasconcelos Oliveira do Nascimento, Rodrigo Santos de Oliveira

Resumo


A literatura ocidental há muito se ocupa da escrita de si. Tal interesse, intensificado a partir da segunda metade do século XX, vem proporcionando novos estudos de gêneros como diários e cartas. Presentes no cotidiano ocidental desde a era vitoriana, as cartas proporcionaram desde a socialização, comunicação e contabilidade dos sujeitos ao relacionamento amoroso. Foi através das cartas que muitos casais tiveram contato pela primeira vez, e muitos se mantiveram assim até o casamento. As cartas de amor exerceram papel importante na vida dos casais burgueses, eram o refúgio do eu, o local de segredo, das confissões e testemunho. Tomando como fundamento a correspondência como este espaço tanto testemunhal quanto poético, ou seja, literário, pretende-se examinar como Florbela Espanca em sua correspondência amorosa (1920-1925) não apenas “deita as cartas de sua vida”, mas “amplia a ficção amorosa” em torno do romance com António Guimarães.


Palavras-chave


correspondência amorosa; literatura portuguesa; Florbela Espanca; autobiografia.

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ISSN: 2316-6134

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