Amores encarcerados: as memórias de Camilo e de Ana Plácido

Andreia Alves Monteiro de Castro

Resumo


Sentindo na pele todas as penalidades infligidas àqueles que não se encaixavam no padrão, Ana e Camilo, contando com a ajuda de amigos respeitados e letrados, moveram através da imprensa periódica e de sua própria literatura uma campanha baseada na ideia de que o adultério, crime de natureza estritamente moral, era quase uma consequência dos casamentos baseados em conveniências financeiras, que excluíam o amor. Diante de toda a sorte de criminosos, o casal comprova que seu lugar não era definitivamente o cárcere e que o seu destino não poderia ser o degredo, pois, diversamente de muitos dos seus vizinhos de cela, eles não haviam cometido qualquer ato de violência.


Palavras-chave


Ana Plácido; Camilo Castelo Branco; crime; escrita feminina; imprensa periódica.

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ISSN: 2316-6134

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