Paraíso e artifício em Helena de Almeida Garrett

Patrícia da Silva Cardoso

Resumo


Sérgio Buarque observa que na relação dos portugueses com a natureza no início de sua presença no Brasil dominava a associação do diferente com o familiar, num movimento revelador de um desejo de prolongar a terra antiga na nova, igualando-as. Sua conclusão associa a base dos movimentos de defesa da autonomia da então colônia ao desejo de apagar a “diferença específica” brasileira, promovendo-se não uma libertação da Europa, mas um melhor ajuste “à sua imagem ideal e remota”. Diante destas transformações, é interessante pensar no modo como, em Helena, Garrett erige seu paraíso brasileiro, nos sentidos possíveis para a construção de uma casa que encena uma aldeia suíça no interior baiano.

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ISSN: 2316-6134

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