O engasgo da fábrica: do feminino na poesia de Paula Glenadel

Ângela Maria Dias

Resumo


A voz feminina na poesia de Paula Glenadel, particularmente, no seu segundo livro, A fábrica do feminino, pela potência do paradoxo que a alimenta, se propõe a desconstruir “essas palavras que há milênios fabricam o mundo, suas formas” por meio de duas estratégias. A primeira, já experimentada, desde Quase uma arte, dispõe-se a “desnomear o nomeado”, a partir da potencialização da fisicalidade das palavras por meio do investimento em sua dimensão lúdico-sonora e da metáfora do animal. A segunda estratégia, desenvolvida especificamente em A fábrica do feminino, consiste na ritualização da ausência de mito – já apontada por Bataille, desde o pós-guerra – em novas mitologias.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.



ISSN: 2316-6134

A Convergência Lusíada é uma revista do Centro de Estudos do


Licença Creative Commons
A Revista Convergência Lusíada utiliza uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.