A máquina e a coleção de Joseph Walser

Pedro Meneses

Resumo


Ao contrário de Klaus Klump, Joseph Walser não participa na guerra. Não tinha vontade de o fazer nem a isso fora obrigado. A máquina é a sua ligação privilegiada, toma-a como modelo de eficiência, de cujo mundo fatalmente se verá arredado, após a perda de um dedo. Refugia-se do real no imaginário da sua coleção de peças metálicas. É um colecionador de pequenas ruínas, um corcunda melancólico à margem da História, na coleção encontrando a ordem de que o mundo humano carece – fatalmente, poderia dizer Walser. É um ser que resiste a ser arrastado pela voragem do futuro. Também joga aos dados com os amigos, uma forma mais de se esquivar à vertigem ética, que curto-circuita o consolo da previsibilidade técnica.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.



ISSN: 2316-6134

A Convergência Lusíada é uma revista do Centro de Estudos do


Licença Creative Commons
A Revista Convergência Lusíada utiliza uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.