Cremações. Recensão crítica a Fogo, de Gastão Cruz (Lisboa: Assírio & Alvim, 2013)

Pedro Eiras

Resumo


Fogo, de Gastão Cruz, abre com uma cena primordial – mas esse primórdio, essa ferida traumática, é também um fim. Um corpo é cremado: eis o primeiro fogo deste livro (haverá outros, tantos), que é também o último, in extremis. Abre-se, pois, um lugar paradoxal, início e despedida, dissolução da matéria que convoca o texto – como se doravante restasse apenas, perante as cinzas, a escrita. Contra o trauma, a memória; contra o fogo que consome, a lembrança de outros fogos vivos – fotografia, a luz de um palco, o desejo.

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ISSN: 2316-6134

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